“Antes de menstruar eu me sinto outra pessoa. Uma pessoa com raiva, triste e sem controle das próprias emoções.” Durante muito tempo, a sociedade ensinou que ter uma TPM muito forte era um fardo inevitável da biologia feminina. Muitas mulheres escutam que a sua dor é “frescura” ou que basta “tomar um analgésico” e esperar passar.
A ciência psiquiátrica moderna prova exatamente o contrário: o sofrimento emocional extremo antes da menstruação não é normal e nunca deve ser invisibilizado.
A diferença entre TPM e TDPM
A Tensão Pré-Menstrual (TPM) comum envolve desconfortos físicos (como inchaço, cólicas e dor nas mamas) e uma leve sensibilidade emocional. Você pode ficar um pouco mais chorosa ou indisposta, mas a sua vida continua funcionando.
No entanto, existe uma condição psiquiátrica séria que afeta uma parcela significativa de mulheres:
- O Transtorno Disfórico Pré-Menstrual (TDPM) é uma forma severa e incapacitante de tensão pré-menstrual, classificado como um transtorno depressivo. Ele ocorre devido a uma sensibilidade neurológica anormal do cérebro às flutuações naturais de estrogênio e progesterona durante a fase lútea (dias que antecedem a menstruação), causando sintomas emocionais e físicos extremos que desaparecem logo após o início do sangramento.
Como identificar os sintomas de TDPM?
Se a sua irritabilidade antes da menstruação se transforma em um quadro que paralisa a sua rotina, é preciso ligar o sinal de alerta. Os sintomas de TDPM vão muito além do mau humor passageiro e incluem:
- Raiva incontrolável: Conflitos intensos e desproporcionais com parceiros, filhos ou colegas de trabalho.
- Depressão profunda e desesperança: Sensação de vazio, crises de choro e pensamentos intrusivos.
- Ansiedade severa: Sensação de estar com os “nervos à flor da pele”, tensão muscular e palpitações.
- Fadiga extrema: Uma falta de energia letárgica, acompanhada de compulsão por doces ou carboidratos.
Esses sintomas destroem relacionamentos, prejudicam a carreira e causam um esgotamento mental severo todos os meses. A mulher passa 15 dias do mês tentando consertar os estragos emocionais que os outros 15 dias causaram.
O impacto na rotina e possibilidades de tratamento
A boa notícia é que você não precisa viver assim. O tratamento da TDPM na Psiquiatria e Medicina do Estilo de Vida vai muito além da simples prescrição de pílulas anticoncepcionais.
Nós atuamos modulando a biologia e a neuroquímica do cérebro:
- Intervenção farmacológica: O uso estratégico de antidepressivos (em doses baixas, que podem ser usados apenas na fase lútea ou de forma contínua) tem uma eficácia altíssima para estabilizar a recaptação de serotonina.
- Suplementação estratégica: Nutracêuticos como Cálcio, Magnésio, Vitamina B6 e Ômega-3 possuem forte evidência científica na redução da severidade da TDPM.
- Medicina do Estilo de Vida: A adequação da dieta para reduzir a inflamação corporal e a proteção rigorosa do sono nos dias que antecedem a menstruação.
Você não precisa sofrer em silêncio. A TDPM é tratável e você pode recuperar o controle da sua vida. Entre em contato e agende sua avaliação com a Dra. Barbara Nicchio (atendimentos online via telemedicina e presenciais em Colatina-ES).